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Qual é o significado das partes da imagem que Nabucodonosor viu em sonho?



A estátua obviamente se relaciona com o domínio da terra e com o propósito de Jeová Deus para com tal domínio. A interpretação inspirada de Daniel deixa isso claro. A cabeça de ouro representava Nabucodonosor, aquele que, por permissão divina, assumira o poder como governante mundial dominante e, o que é mais importante, tinha derrubado o reino típico de Judá. No entanto, ao dizer: “Tu mesmo és a cabeça de ouro”, parece que Daniel não restringiu o significado da cabeça apenas a Nabucodonosor. Visto que as outras partes do corpo representavam reinos, a cabeça evidentemente representava a dinastia de reis babilônios de Nabucodonosor em diante, até a queda de Babilônia, no tempo do Rei Nabonido e de seu filho, Belsazar. — Da 2:37, 38.
O reino representado pelo peito e braços de prata, assim, seria a potência medo-persa, que derrubou Babilônia em 539 AEC. Era “inferior” à dinastia babilônica, mas não no sentido de dispor de menor área de domínio, ou de ter menor força militar ou econômica. A superioridade de Babilônia, portanto, pode relacionar-se a ter sido ela a derrubadora do reino típico de Deus, em Jerusalém, distinção esta que a Medo-Pérsia não tinha. A dinastia medo-persa de governantes mundiais findou com Dario III (Codomano), cujas forças foram cabalmente derrotadas por Alexandre, o Macedônio, em 331 AEC. A Grécia é, assim, a potência representada pelo abdome e pelas coxas de cobre da estátua. — Da 2:39.
O domínio grego ou helênico continuou, embora em forma dividida, até que finalmente foi absorvido pela ascendente potência de Roma. A Potência Mundial Romana aparece, assim, simbolizada na estátua pelo ferro, metal mais grosseiro, porém mais duro, encontrado nas pernas da grande estátua. A força de Roma para despedaçar e esmagar os reinos opositores, indicada na profecia, é bem conhecida na história. (Da 2:40) Todavia, Roma sozinha não pode preencher os requisitos de ser representada pelas pernas e pés da estátua, pois o governo do Império Romano não presenciou o desfecho do sonho profético, a saber, a vinda da pedra simbólica, cortada do monte, bem como o esmiuçamento da inteira estátua, enchendo depois a terra inteira.
Portanto, as expressões de alguns comentaristas bíblicos são muito semelhantes às de M. F. Unger, que diz: “O sonho de Nabucodonosor, conforme deslindado por Daniel, descreve o curso e o fim dos ‘tempos dos gentios’ (Lucas 21:24; Rev. 16:19); isto é, do poder mundial gentio a ser destruído na Segunda Vinda de Cristo. . . . A forma dos dez dedos dos pés será a condição da dominação mundial gentia na época da regressante Pedra Golpeadora (Dan. 2:34, 35). . . . No primeiro advento de Cristo não ocorreu o súbito golpe esmagador, tampouco se fez presente a condição dos dez dedos dos pés.” (Unger’s Bible Dictionary [Dicionário Bíblico de Unger], 1965, p. 516) O próprio Daniel disse a Nabucodonosor que o sonho tinha que ver com “o que há de acontecer na parte final dos dias” (Da 2:28) e, visto que a pedra simbólica, segundo se mostra, representa o Reino de Deus, pode-se esperar que o domínio prefigurado pelas pernas e pelos pés de ferro da estátua se estenda até o tempo do estabelecimento daquele Reino, e até o tempo em que este aja para ‘esmiuçar e pôr termo a todos estes reinos’. — Da 2:44.
A história mostra que, embora o Império Romano gozasse duma extensão de vida, na forma do Santo Império Romano da nação germânica, por fim cedeu seu lugar à potência ascendente de seu outrora súdito imperial, a Britânia. Por causa da íntima afinidade e unidade geral de ação, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos são, atualmente, muitas vezes mencionados como Potência Mundial Anglo-Americana, a atual potência dominante na história mundial.
A mistura de ferro e argila nos dedos dos pés da grande estátua ilustra vividamente a condição que se deveria manifestar na expressão final do domínio mundial político. A argila é, em outras partes, usada em sentido metafórico nas Escrituras para representar homens carnais, feitos do pó da terra. (Jó 10:9; Is 29:16; Ro 9:20, 21) A interpretação de Daniel parece assim igualar a argila à “descendência da humanidade”, sendo que misturar isto produz fragilidade naquilo que é simbolizado pelos dez dedos do pé da estátua. Isto indica um enfraquecimento e uma falta de coesão na força férrea da forma final do domínio mundial pelos reinos terrestres. (Da 2:41-43) O homem comum ganharia maior influência em assuntos de governo. Visto que “dez” é usado coerentemente na Bíblia para expressar inteireza (vejaNÚMERO, NUMERAL), os dez dedos dos pés evidentemente representam o inteiro sistema global de governo na época em que o Reino de Deus é estabelecido e age contra os poderes mundanos. — Veja Re 17:12-14.
A imagem de ouro mais tarde erguida por Nabucodonosor, na planície de Dura, não se relaciona diretamente com a imensa estátua do sonho. Em vista das dimensões desta — 60 côvados (27 m) de altura e apenas 6 côvados (2,70 m) de largura (ou uma proporção de dez para um) — não parece ter sido uma estátua em forma humana, a menos que tenha tido um pedestal altíssimo, mais alto do que a própria estátua de homem. A forma humana tem uma proporção de apenas quatro por um, com relação à altura e largura. Assim, a imagem pode ter sido de natureza mais simbólica, talvez como os obeliscos do antigo Egito. — Da 3:1.

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