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Testemunho Cabal 3:1-3 (semana 15/4)

Capítulo 3
“Cheios de espírito santo”
O resultado do derramamento do espírito santo no Pentecostes
Baseado em Atos 2:1-47
AS RUAS de Jerusalém estão cheias; e as pessoas, animadas. A fumaça sobe do altar do templo à medida que os levitas cantam o Halel (Salmos 113 a 118), provavelmente em estilo antifônico, em que uma parte do coro canta e a outra parte responde. Há muitos visitantes nas ruas. Eles vieram de lugares tão distantes como Elão, Mesopotâmia, Capadócia, Ponto, Egito e Roma. Qual é o motivo? A Festividade de Pentecostes, chamada também de o “dia dos primeiros frutos maduros”. (Núm. 28:26) Essa festividade anual marca o fim da colheita da cevada e o início da colheita do trigo. É um dia alegre.
2 Por volta das 9 horas dessa agradável manhã de maio de 33 EC, acontece algo que deixará pessoas admiradas durante séculos. De repente, ocorre do céu “um ruído, bem semelhante ao duma forte brisa impetuosa”, ou “parecido com o de uma ventania”. (Atos 2:2; Bíblia Fácil de Ler) O forte ruído enche a casa onde cerca de 120 discípulos de Jesus estão reunidos. A seguir, acontece algo impressionante. Línguas como que de fogo tornam-se visíveis, uma sobre a cabeça de cada discípulo. Então os discípulos ficam “cheios de espírito santo” e começam a falar em línguas estrangeiras. Quando os discípulos saem da casa e começam a falar com os visitantes que encontram nas ruas de Jerusalém, estes ficam boquiabertos, pois cada visitante os ouve “falar no seu próprio idioma”. — Atos 2:1-6.
3 Esse relato empolgante descreve um marco na história da adoração verdadeira: a formação do Israel espiritual, a congregação dos cristãos ungidos. (Gál. 6:16) Além disso, quando Pedro se dirigiu à multidão naquele dia, ele usou a primeira das três “chaves do reino”. Cada uma dessas chaves abriria uma porta de privilégios especiais para diferentes grupos. (Mat. 16:18, 19) Essa primeira chave permitiu que judeus e prosélitos aceitassem as boas novas e fossem ungidos com o espírito santo de Deus. Assim, eles se tornariam parte do Israel espiritual e, dessa forma, teriam a esperança de governar como reis e sacerdotes durante o Reino messiânico. (Rev. 5:9, 10) Com o tempo, esse privilégio se estenderia a samaritanos e então a gentios. O que os cristãos hoje podem aprender dos eventos importantes que ocorreram no Pentecostes de 33 EC?

Perguntas de Estudo

1. Descreva o clima da Festividade de Pentecostes.
2. Que eventos impressionantes ocorreram no Pentecostes de 33 EC?
3. (a) Por que o Pentecostes de 33 EC pode ser considerado um marco na história da adoração verdadeira? (b) Qual é a relação entre o discurso de Pedro e o uso das “chaves do reino”?

[Quadro na página 23]
JERUSALÉM — CENTRO DO JUDAÍSMO
  Muito do que acontece nos primeiros capítulos do livro de Atos se passa em Jerusalém. Essa cidade se localiza entre as colinas da cordilheira central da Judéia, cerca de 55 quilômetros a leste do mar Mediterrâneo. Em 1070 AEC, o Rei Davi conquistou a fortaleza que ficava no topo do monte Sião, localizado nessa cordilheira, e a cidade que cresceu em volta dessa fortaleza se tornou a capital da antiga nação de Israel.
  Próximo ao monte Sião está o monte Moriá, onde, de acordo com a antiga tradição judaica, Abraão tentou sacrificar Isaque, uns 1.900 anos antes dos eventos descritos em Atos. O monte Moriá passou a fazer parte de Jerusalém quando Salomão construiu o primeiro templo de Jeová no seu topo. Essa construção se tornou o centro da adoração e da vida pública dos judeus.
  Judeus devotos de todas as partes se reuniam no templo de Jeová para oferecer sacrifícios, prestar adoração e observar as festividades periódicas. Eles faziam isso em obediência ao mandamento de Deus: “Três vezes no ano, todo macho teu deve comparecer perante Jeová, teu Deus, no lugar que ele escolher.” (Deut. 16:16) Jerusalém também era a sede do Grande Sinédrio — supremo tribunal judaico e conselho administrativo nacional.
[Quadro na página 24]
ROMA — CAPITAL DE UM IMPÉRIO
  No período abrangido pelo livro de Atos, Roma era a maior e, politicamente, a mais importante cidade do mundo conhecido naquela época. Era a capital de um império que, no seu auge, estendia-se desde a Bretanha até o Norte da África, e desde o oceano Atlântico até o golfo Pérsico.
  Em Roma havia uma grande mistura de culturas, raças, línguas e superstições. Uma rede de estradas bem cuidadas trazia à cidade viajantes e mercadorias de todos os cantos do império. Próximo dali, no porto de Óstia, navios de rotas comerciais movimentadas descarregavam alimentos e artigos de luxo que seriam usados na cidade.
  No primeiro século EC, bem mais de um milhão de pessoas viviam em Roma. Talvez metade da população fosse composta de escravos — criminosos condenados, filhos vendidos ou abandonados pelos pais e prisioneiros capturados durante campanhas das legiões romanas. Entre os levados a Roma como escravos estavam judeus de Jerusalém. Isso aconteceu logo após a conquista dessa cidade pelo general romano Pompeu em 63 AEC.
  A maior parte das pessoas livres era muito pobre; dependia de subsídios do governo e morava em alojamentos superlotados, de vários andares. Os imperadores, porém, adornavam sua capital com alguns dos mais majestosos edifícios públicos já vistos. Entre esses havia teatros e grandes estádios que apresentavam peças teatrais, lutas de gladiadores e corridas de bigas (carros romanos) — tudo para o entretenimento gratuito das massas.
[Quadro na página 25]
JUDEUS NA MESOPOTÂMIA E NO EGITO
  O livro The History of the Jewish People in the Age of Jesus Christ (175 B.C.–A.D. 135) (História do Povo Judeu no Tempo de Jesus Cristo [175 a.C.–135 a.D.]) declara: “Na Mesopotâmia, Média e Babilônia moravam os descendentes de membros do reino de dez tribos [de Israel] e do reino de Judá que haviam sido deportados para lá pelos assírios e babilônios.” De acordo com Esdras 2:64, apenas 42.360 homens israelitas, junto com suas esposas e filhos, retornaram a Jerusalém depois do exílio em Babilônia. Isso aconteceu em 537 AEC. O historiador judeu Flávio Josefo disse que, no primeiro século EC, os judeus que “moravam na região de Babilônia” chegavam a dezenas de milhares. Entre o terceiro e o quinto séculos EC, as comunidades judaicas ali produziram a obra conhecida como Talmude Babilônico.
  Existem provas documentais que indicam que os judeus estavam presentes no Egito já no sexto século AEC. Durante esse período, Jeremias proclamou uma mensagem aos judeus que viviam em vários lugares do Egito, incluindo Mênfis. (Jer. 44:1, nota) É bem provável que um grande número de judeus tenha imigrado para o Egito durante o período helenístico. Josefo disse que os judeus estavam entre os primeiros a se estabelecer em Alexandria. Com o tempo, uma parte inteira da cidade foi cedida a eles. No primeiro século EC, o escritor judeu Filo afirmou que um milhão de seus conterrâneos moravam no Egito, desde “o lado [que faz divisa com a] Líbia até a fronteira com a Etiópia”.
[Quadro na página 26]
O CRISTIANISMO EM PONTO
  Entre os que ouviram o discurso de Pedro no Pentecostes de 33 EC estavam judeus de Ponto, um distrito no norte da Ásia Menor. (Atos 2:9) Pelo visto, alguns deles levaram as boas novas à sua terra natal ao voltarem para casa, pois entre aqueles a quem Pedro dirigiu a sua primeira carta estavam os que haviam sido “espalhados” por lugares como Ponto. (1 Ped. 1:1) Sua carta revela que esses cristãos estavam “contristados por várias provações” que sofreram em resultado de sua fé. (1 Ped. 1:6) Sem dúvida, essas incluíam oposição e perseguição.
  Cartas trocadas entre Plínio, o Moço, governador da província romana de Bitínia e Ponto, e o Imperador Trajano fazem alusão a outras provações que os cristãos enfrentaram em Ponto. Foi dali que, em 112 EC, Plínio relatou em uma de suas cartas que a “praga” do cristianismo ameaçava todas as pessoas, independentemente de sexo, idade ou posição social. Plínio dava aos acusados de ser cristãos a oportunidade de negar isso, e aqueles que se recusavam eram executados. Qualquer um que amaldiçoasse a Cristo ou rezasse aos deuses ou à estátua de Trajano era libertado. Plínio admitiu que essas eram coisas que ‘não se podia obrigar os que eram realmente cristãos’ a fazer.
[Nota(s) de rodapé]
O termo grego traduzido “espalhados” também pode ser vertido “da Diáspora”. Essa expressão tem conotações judaicas, indicando que muitos dos primeiros convertidos eram de comunidades judaicas.
[Quadro na página 27]
QUEM ERAM OS PROSÉLITOS?
  “Tanto judeus como prosélitos” escutaram a pregação de Pedro no Pentecostes de 33 EC. — Atos 2:10.
  Um dos homens designados para cuidar da “incumbência necessária” de distribuir alimentos diariamente foi Nicolau, identificado como “prosélito de Antioquia”. (Atos 6:3-5) Os prosélitos eram gentios (não-judeus) que se tinham convertido ao judaísmo. Eles eram considerados judeus em todos os sentidos, pois aceitavam o Deus e a Lei de Israel, rejeitavam todos os outros deuses, submetiam-se à circuncisão (no caso dos homens) e tornavam-se parte da nação de Israel.
  Depois que os judeus foram libertados do exílio em Babilônia, em 537 AEC, muitos deles se estabeleceram longe da terra de Israel, mas continuaram a praticar o judaísmo. Por causa disso, pessoas por todo o antigo Oriente Médio e outros lugares tiveram contato com a religião judaica. Antigos escritores, como Horácio e Sêneca, confirmam que inúmeras pessoas em diferentes terras simpatizaram com os judeus e suas crenças, e passaram a se associar com eles, tornando-se prosélitos.

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