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Como podemos evitar contristar o espírito?

             Davi orou para não perder o espirito santo

“Não contristeis o espírito santo de Deus, com que fostes selados.” — EFÉ. 4:30.

JEOVÁ fez algo especial em favor de milhões de pessoas que vivem neste mundo atribulado. Tornou possível que elas se achegassem a ele por meio de seu Filho unigênito, Jesus Cristo. (João 6:44) Você é uma dessas pessoas — caso tenha se dedicado a Deus e viva à altura dessa dedicação. Como batizado em nome do espírito santo, é sua obrigação viver em harmonia com esse espírito. — Mat. 28:19.

Nós, que ‘semeamos visando o espírito’, nos revestimos da nova personalidade. (Gál. 6:8; Efé. 4:17-24) Mas o apóstolo Paulo nos aconselha e alerta a não contristar o espírito santo de Deus. (Leia Efésios 4:25-32.) Vamos examinar esse conselho do apóstolo. O que Paulo tinha em mente ao falar em contristar o espírito de Deus? Como poderia alguém dedicado a Jeová chegar a fazer isso? E como podemos evitar contristar o espírito de Jeová?

O que Paulo quis dizer

Primeiro, note o que Paulo escreveu em Efésios 4:30: “Não contristeis o espírito santo de Deus, com que fostes selados para um dia de livramento por meio de resgate.” Paulo não queria que seus amados irmãos arriscassem a sua espiritualidade. Eles foram “selados” com o espírito de Jeová “para um dia de livramento por meio de resgate”. O espírito santo de Deus era, e ainda é, um selo, ou antecipado “penhor daquilo que há de vir” para os ungidos íntegros. (2 Cor. 1:22) Esse selo significa que eles pertencem a Deus e têm a perspectiva de vida celestial. O número completo dos selados é 144 mil. — Rev. 7:2-4.

Contristar o espírito pode ser o primeiro passo para a perda total da influência da força ativa de Deus na vida de um cristão. Que isso é possível é evidente no que Davi disse depois de ter pecado com Bate-Seba. Arrependido, ele suplicou a Jeová: “Não me lances fora de diante da tua face; e não tires de mim o teu espírito santo.” (Sal. 51:11) Apenas os ungidos que forem ‘fiéis até a morte’ receberão a “coroa” da vida imortal no céu. (Rev. 2:10; 1 Cor. 15:53) Os cristãos com esperança terrestre também precisam de espírito santo para se manterem íntegros a Deus e receberem a dádiva da vida com base na fé no sacrifício de resgate de Cristo. (João 3:36; Rom. 5:8; 6:23) Portanto, todos nós temos de cuidar para não contristar o espírito santo de Jeová.

Como um cristão pode contristar o espírito?

Como cristãos dedicados, podemos evitar contristar o espírito por ‘persistirmos em andar e viver por espírito’. Assim não seremos vencidos por desejos carnais errados e não manifestaremos más qualidades. (Gál. 5:16, 25, 26) Mas isso pode mudar. Podemos até certo ponto contristar o espírito de Deus por nos desviar lentamente, talvez quase sem perceber, para uma conduta condenada na Palavra de Deus, inspirada por espírito.

Se sempre resistirmos à orientação do espírito santo, nós o estaremos contristando, bem como a Jeová, a Fonte desse espírito. Um exame de Efésios 4:25-32 mostrará como devemos agir, e isso nos ajudará a não contristar o espírito de Deus.

Como evitar contristar o espírito

Temos de ser sinceros e autênticos. Em Efésios 4:25, Paulo escreveu: “Agora [que] pusestes de lado a falsidade, falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo, porque somos membros que se pertencem uns aos outros.” Por estarmos unidos como “membros que se pertencem uns aos outros”, certamente não devemos ser ‘sinuosos’ nem tentar enganar nossos irmãos, pois isso seria o mesmo que mentir. Quem persiste nesse proceder acaba perdendo sua relação com Deus. — Leia Provérbios 3:32.

Palavras e ações enganosas podem romper a união da congregação. Portanto, devemos ser como o confiável profeta Daniel, no qual ninguém conseguia encontrar algum vestígio de corrupção. (Dan. 6:4) E é preciso ter em mente o lembrete de Paulo aos cristãos com esperança celestial, ou seja, que cada membro do “corpo do Cristo” pertence a todos os outros e precisa permanecer unido com os sinceros seguidores ungidos de Jesus. (Efé. 4:11, 12) Se esperamos viver para sempre na Terra paradisíaca, nós também temos de sempre falar a verdade, contribuindo assim para a união de nossa fraternidade mundial.

Temos de nos opor ao Diabo, não lhe dando nenhuma chance de nos causar dano espiritual. (Tia. 4:7) O espírito santo nos ajuda a resistir a Satanás. Por exemplo, podemos fazer isso evitando a fúria descontrolada. Paulo escreveu: “Ficai furiosos, mas não pequeis; não se ponha o sol enquanto estais encolerizados, nem deis margem ao Diabo.” (Efé. 4:26, 27) Se tivermos algum motivo justo para ficar furiosos, uma imediata oração silenciosa nos ajudará a recuperar o “espírito frio” e demonstrar autocontrole, em vez de agirmos de modo a contristar o espírito de Deus. (Pro. 17:27) Portanto, não devemos permanecer encolerizados para não darmos a Satanás uma chance de nos induzir a fazer algo mau. (Sal. 37:8, 9) Uma das maneiras de resistir-lhe é resolver prontamente os desentendimentos, em harmonia com o conselho de Jesus. — Mat. 5:23, 24; 18:15-17.

Não devemos ceder a nenhuma tentação de roubar ou de ser desonestos. A respeito de roubo, Paulo escreveu: “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” (Efé. 4:28) O cristão dedicado que rouba está na verdade ‘atacando o nome de Deus’ por trazer vitupério sobre ele. (Pro. 30:7-9) Nem mesmo a pobreza justifica o roubo. Quem ama a Deus e ao próximo sabe que roubar nunca se justifica. — Mar. 12:28-31.

Paulo não diz apenas o que não devemos fazer; ele destaca também o que devemos fazer. Se vivermos e andarmos por espírito santo, trabalharemos arduamente para sustentar nossa família e ter também “algo para distribuir a alguém em necessidade”. (1 Tim. 5:8) Jesus e seus discípulos tinham uma reserva financeira para ajudar os pobres, mas o traidor Judas Iscariotes furtava parte desse dinheiro. (João 12:4-6) Ele com certeza não era dirigido por espírito santo. Nós que somos guiados pelo espírito de Deus ‘comportamo-nos honestamente em todas as coisas’, seguindo e exemplo de Paulo. (Heb. 13:18) Assim evitamos contristar o espírito santo de Jeová.

Outras maneiras de não contristar o espírito

Temos de tomar cuidado com o que falamos. Paulo declarou: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra pervertida, mas a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, para que confira aos ouvintes aquilo que é favorável.” (Efé. 4:29) De novo, o apóstolo não diz apenas o que não devemos fazer; ele nos diz o que devemos fazer. Influenciados pelo espírito de Deus seremos motivados a ‘falar o que for bom para a edificação, para conferir aos ouvintes aquilo que é favorável’. E não devemos permitir que saia de nossa boca nenhuma “palavra pervertida”. O termo grego para ‘pervertido’ tem sido aplicado a fruta, peixe ou carne podres. Assim como sentimos repulsa de alimentos podres, ou estragados, nós odiamos a linguagem que Jeová considera má.

A nossa linguagem deve ser decente, bondosa, “temperada com sal”. (Col. 3:8-10; 4:6) As pessoas devem poder ver que somos diferentes ao nos ouvirem falar. Portanto, ajudemos outros por falar o que for ‘bom para a edificação’ deles. E digamos o mesmo que o salmista, que cantou: “As declarações de minha boca e a meditação de meu coração, tornem-se elas agradáveis diante de ti, ó Jeová, minha Rocha e meu Redentor.” — Sal. 19:14.

Temos de largar a amargura, o furor, a linguagem ultrajante e toda a maldade. Depois de alertar a não contristar o espírito de Deus, Paulo escreveu: ‘Sejam tirados dentre vós toda a amargura maldosa, ira, furor, brado e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade.’ (Efé. 4:30, 31) Como humanos imperfeitos, temos de nos esforçar muito em controlar nossos pensamentos e ações. Se dermos vazão a ‘amargura maldosa, ira e furor’, estaremos contristando o espírito de Deus. O mesmo se dá se ficarmos como que guardando um registro dos erros cometidos contra nós, manifestando ressentimento e nos recusando a fazer as pazes com o ofensor. Basta começarmos a desprezar os conselhos da Bíblia para que talvez se desenvolvam características que podem nos levar a pecar contra o espírito — com consequências desastrosas.

Precisamos ser bondosos, compassivos e perdoadores. Paulo escreveu: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” (Efé. 4:32) Mesmo se estivermos muito magoados por causa de algum mal cometido contra nós, vamos perdoar, assim como Deus perdoa. (Luc. 11:4) Digamos que um irmão tenha dito algo negativo sobre nós. Num esforço para resolver o assunto, nós falamos com ele. Ele lamenta sinceramente o ocorrido e pede desculpas. Nós o desculpamos, mas temos de fazer mais. “Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo”, diz Levítico 19:18, “e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová”.

É preciso vigilância

Mesmo em particular é possível ser tentado a fazer algo que desagrada a Deus. Por exemplo, um irmão talvez costume ouvir música questionável. Mas, com o tempo, sua consciência fica pesada por não estar acatando os conselhos dados nas publicações do “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45) Ele talvez ore a respeito desse problema e se lembre das palavras de Paulo em Efésios 4:30. Determinado a não fazer nada que contriste o espírito de Deus, ele decide parar de ouvir esse tipo de música. Jeová abençoará a atitude desse irmão. Portanto, estejamos sempre vigilantes para não contristar o espírito de Deus.

Sem vigilância e muitas orações é fácil ceder a uma prática impura ou errada, que significaria contristar o espírito. Visto que produz qualidades que refletem a personalidade de nosso Pai celestial, o espírito santo pode ser contristado, ou entristecido — algo que com certeza não queremos fazer. (Efé. 4:30, nota) Os escribas judaicos do primeiro século pecaminosamente atribuíram os milagres de Jesus a Satanás. (Leia Marcos 3:22-30.) Esses inimigos de Cristo ‘blasfemaram contra o espírito santo’, cometendo assim um pecado imperdoável. Jamais nos coloquemos nessa situação!

Visto que não queremos nem de longe cometer um pecado imperdoável, temos de nos lembrar do que Paulo disse sobre não contristar o espírito. Mas que dizer se cometemos um erro grave? Se nos arrependemos e se fomos ajudados pelos anciãos, podemos concluir que Deus nos perdoou e que não pecamos contra o espírito santo. Com ajuda divina, é possível também não voltar a de alguma forma contristar o espírito.

Por meio de seu espírito santo, Deus promove o amor, a alegria e a união de seu povo. (Sal. 133:1-3) Portanto, não devemos contristar o espírito por praticar a tagarelice prejudicial, ou por dizer coisas que minem o respeito pelos pastores designados por espírito. (Atos 20:28; Judas 8) Em vez disso, devemos promover a união e o respeito mútuo na congregação. Certamente não devemos favorecer a criação de “panelinhas”, ou grupinhos fechados, entre o povo de Deus. Paulo escreveu: “Exorto-vos . . . irmãos, por intermédio do nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis de acordo, e que não haja entre vós divisões, mas que estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar.” — 1 Cor. 1:10.

Jeová deseja e pode nos ajudar a evitar contristar seu espírito. Continuemos a orar por espírito santo, decididos a não contristá-lo. Persistamos em ‘semear visando o espírito’, buscando com fervor a sua direção agora e para sempre.

*** w10 15/5 pp. 28-32 ‘Não contristeis o espírito santo de Jeová!’ ***

 

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