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Destaque de Salmos 69-73

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8 Tenho-me tornado estranho para os meus irmãos E estrangeiro para os filhos de minha mãe-(69:8)


A palavra hebraica para estranho (zar) provém evidentemente da raiz zur, que significa "alhear-se; tornar-se alienado" (Sal 78:30; 69:8), de modo que significa basicamente "alguém que se distancia ou que se retira". - Theological Dictionary of the Old Testament (Dicionário Teológico do Velho Testamento), editado por G. Botterweck e H. Ringgren, 1980, Vol. 4, p. 53.


9 Pois, consumiu-me o puro zelo pela tua casa E caíram sobre mim os próprios vitupérios dos que te vituperam-(69:9)



Jesus foi sempre zeloso pelo nome e pela reputação de Jeová. Ensinou aos seus discípulos a orar para que este nome fosse santificado. (Luc. 11:2) E ele disse em oração a Jeová, antes de ser separado de seus discípulos: "Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu em união com eles." (João 17:26) Jesus preocupava-se profundamente com que o nome de seu Pai fosse limpo de todo o vitupério - que fosse vindicado.


20 O próprio vitupério me quebrantou o coração, e [a ferida] é incurável. E eu estava esperando que alguém se compadecesse [de mim], mas não havia ninguém; E consoladores, mas não achei nenhum-(69:20)



Alguns dizem que o grande sofrimento emocional a que Jesus Cristo foi submetido contribuiu para a sua morte. Sobre ele se profetizou: "O próprio vitupério me quebrantou o coração, e a ferida é incurável." (Salmo 69:20) Devem estas palavras ser entendidas literalmente? Talvez sim, pois as horas que precederam a morte de Jesus foram agonizantes - não só em sentido físico, mas também emocional. Também, o fato de "sangue e água" terem fluído do ferimento de lança que Jesus sofreu logo após a sua morte pode ter sido resultado de uma ruptura no coração. Uma ruptura do coração ou da artéria principal do coração poderia derramar sangue tanto na caixa torácica como no pericárdio, que é uma membrana serosa que envolve o coração. Uma punção em qualquer uma dessas duas regiões poderia causar um fluxo do que pareceria ser "sangue e água". - João 19:34.


21 Mas, por alimento [me] deram uma planta venenosa, E para a minha sede tentaram fazer-me beber vinagre-(69:21)


Isto ocorreu quando se ofereceu a Jesus Cristo, antes de ser pregado na estaca, vinho misturado com fel, mas, ao prová-lo, Jesus recusou tal bebida estupefaciente que, provavelmente, visava minorar seus sofrimentos. Ao registrar o cumprimento dessa profecia, Mateus (27:34) usou a palavra grega kho·lé (fel), o mesmo termo encontrado na Septuaginta grega no Salmo 69:21. No entanto, o relato do Evangelho de Marcos menciona a mirra (Mr 15:23), e isto tem suscitado o conceito de que, neste caso, a "planta venenosa" ou "fel" fosse a "mirra". Outra possibilidade é que a bebida drogada talvez contivesse tanto fel como mirra.



23 Obscureçam-se-lhes os olhos para que não vejam; E faze seus próprios quadris vacilar constantemente-(69:23)



O que significa 'fazer os quadris dos inimigos vacilar'? Os músculos na região do quadril são essenciais para realizar trabalho pesado, como levantar e carregar cargas pesadas. Quadris vacilantes indicam perda de poder. Davi orou para que seus inimigos perdessem o poder.



33 Pois Jeová está escutando os pobres E deveras não desprezará os seus próprios prisioneiros-(69:33)


Será que Davi quis dizer que ele não tinha esperança nenhuma? Não. Observe o que mais ele disse nesse salmo: "Jeová está escutando os pobres e deveras não desprezará os seus próprios prisioneiros", ou "os seus que são prisioneiros". (Sal. 69:33; nota) Em termos gerais, nós às vezes podemos nos sentir como prisioneiros de nossas aflições. Pode parecer que outros não entendem o que passamos - e talvez não entendam mesmo. Mas como Davi, podemos ser consolados por saber que Jeová entende plenamente nossas aflições. - Sal. 34:15.



5 Mas eu estou atribulado e sou pobre.Ó Deus, age deveras depressa por mim.Tu és minha ajuda e Aquele que me põe a salvo.Ó Jeová, não te atrases-(70:5)



Davi adotou muitas vezes este mesmo tema nos Salmos. Em quatro dos Salmos ele chama a Jeová de 'Aquele que põe a salvo' ou "Provedor de escape". (Sal. 18:2; 40:17; 70:5; 144:2) Quando nós, como Testemunhas de Jeová, falamos a outros sobre as excelentes qualidades e os propósitos de Jeová, citamos muitas vezes partes do Salmo 37. Mas, note agora a sua grandiosa conclusão: "A salvação dos justos vem de Jeová; ele é o seu baluarte no tempo da aflição. E Jeová os ajudará e os porá a salvo. Ele os porá a salvo dos iníquos e os salvará, porque se refugiaram nele." (Vv. 39, 40) Quanto estas palavras devem induzir o povo de Jeová a ter confiança nele!


9 Não me lances fora no tempo da velhice; Não me deixes quando meu poder falhar-(71:9)



Deus não 'lança fora' seus servos fiéis mesmo quando eles próprios acham que já passaram da idade e não são mais úteis. O salmista não se sentia abandonado por Jeová, mas reconhecia sua própria necessidade de confiar cada vez mais no seu Criador à medida que ia envelhecendo. Jeová corresponde a essa lealdade providenciando apoio durante toda a vida da pessoa. (Salmo 18:25) Muitas vezes esse apoio vem da parte de companheiros cristãos.


72 Ó Deus, dá ao rei as tuas próprias decisões judiciais, E ao filho do rei a tua justiça-(72:1)



O versículo inicial revela que um domínio justo não pode existir à parte dos princípios eternos da justiça divina. Lemos ali: "Ó Deus, dá ao Rei as tuas próprias decisões judiciais, e ao filho do Rei a tua justiça." (Sal. 72:1) Estas palavras constituem um apelo em forma de oração para que o rei, ao fazer decisões, possa expressar os julgamentos de Jeová. Além do mais, a justiça que distingue o verdadeiro Deus também deve ser um atributo do filho do rei.


5 Temer-te-ão enquanto houver o sol, E diante da lua, de geração em geração-(72:5)



Que os céus físicos são permanentes é mostrado pelo fato de que são usados em símiles relacionados com coisas eternas, tais como os resultados pacíficos e justos do reino davídico herdado pelo Filho de Deus. (Sal 72:5-7; Lu 1:32, 33) De modo que textos tais como Salmo 102:25, 26, que falam de os céus 'perecerem' e serem 'substituídos assim como uma vestimenta gasta', não devem ser entendidos em sentido literal.


7 Nos seus dias florescerá o justo E a abundância de paz até que não haja mais lua-(72:7)



Sobre o Salmo 72:7 ("até que não haja mais lua"), o Commentary (Comentário) de Cook diz: "Este trecho é importante, mostrando que a idéia de um Rei cujo reinado duraria até os fins dos tempos se achava presente de forma nítida na mente do Salmista. Determina o caráter messiânico de toda a composição." E sobre o versículo 8 ele observa: "O reino seria universal, estendendo-se aos


confins da terra. A extensão do domínio israelita sob Davi e Salomão era suficiente para sugerir a esperança, e poderia ser considerado pelo Salmista como um penhor de sua realização, mas, tomada em conjunto com os versículos precedentes, esta declaração é estritamente messiânica."



9 Diante dele se dobrarão os habitantes de regiões áridas, E seus inimigos é que lamberão o próprio pó-(72:9)



Lançar pó ao ar ou lançá-lo sobre uma pessoa eram meios de registrar que havia contra ela uma forte desaprovação. É costumeiro, em partes da Ásia, exigir que se faça justiça contra um criminoso por lançar poeira sobre ele. Enraivecida sem razão por certas palavras de Paulo, uma multidão em Jerusalém demonstrou sua animosidade contra ele por 'atirarem poeira no ar'. Por meio de sua demonstração emotiva e de suas palavras, deixaram claro perante o comandante militar que desaprovavam Paulo. (At 22:22-24) Similarmente, Simei manifestou que desaprovava a realeza de Davi por 'manter o passo com ele para invocar o mal; e atirava pedras ao manter o passo com ele e jogava muito pó'. - 2Sa 16:5-13.



16 Virá a haver bastante cereal na terra;No cume dos montes haverá superabundância. Seu fruto será como no Líbano, E os da cidade florirão como a vegetação da terra-(72:16)



Em condições favoráveis, a vegetação brota profusamente, tornando-a apropriada como figura representativa de muitos descendentes. (Jó 5:25) Por exemplo, durante o reinado de Salomão, "Judá e Israel eram muitos", e floresciam, "comendo e bebendo, e alegrando-se". (1Rs 4:20) Evidentemente, alude-se a isso no salmo referente a Salomão: "Os da cidade florirão como a vegetação da terra." (Sal 72:16) Por outro lado, embora os iníquos por um tempo talvez floresçam como a vegetação, não estão florindo por causa da bênção de Deus, mas estão destinados a ser "aniquilados para todo o sempre". - Sal 92:7.



2 Quanto a mim, meus pés quase se tinham apartado,Meus passos quase se fizera escorregar-(salmos 73:2)3 Porque fiquei invejoso dos jactanciosos,Vendo a própria paz dos iníquos.4 Pois eles não têm dores mortíferas;E a sua barriga está gorda.5 Não estão nem mesmo na desgraça do homem mortal,E não são afligidos como os outros homens-(73:2-5)



Embora os verdadeiros cristãos tenham tal fé e esperança, nunca podem permitir-se perder de vista que, se forem descuidados, podem ser influenciados pelo conceito materialista do mundo. Sua fé pode enfraquecer e sua esperança diminuir. Isto foi o que aconteceu a um homem chamado Asafe, que viveu há muitos séculos atrás. Ele verificou que sua atitude a respeito da prosperidade dos iníquos o havia privado da alegria. O raciocínio de Asafe era perigoso. Havia perdido de vista que a felicidade e o contentamento genuínos não vêm só pela prosperidade material. Ele pensava realmente igual aos que não servem a Jeová Deus. Conforme ele mesmo disse: "Estes são os iníquos." - Sal. 73:12. Embora tivesse o excelente privilégio de servir no templo de Deus, ficou "invejoso" de homens que se jactavam da sua indisciplina. Tudo parecia sair bem para eles; pelo visto, tinham paz e segurança. Na realidade, seus aparentes êxitos 'excederam as imaginações do seu coração'. (Versículos 5, 7) Eles falavam das suas façanhas "em estilo elevado", quer dizer, de forma arrogante. (Versículo 8) 'Punham sua boca nos céus, e sua língua andava pela terra', não tendo consideração para com ninguém - quer no céu, quer na Terra



13 Decerto é em vão que purifiquei meu coraçãoE que lavo minhas mãos na própria inocência.14 E vim a ser afligido o dia inteiro, E minha correção vem cada manhã-(72:13,14)



Comparando a sua própria sorte com a condição próspera dos iníquos, Asafe exclamou: "Decerto é em vão que purifiquei meu coração e que lavo minhas mãos na própria inocência. E vim a ser afligido o dia inteiro, e minha correção vem cada manhã." (Sal. 73:12-14) De modo que o salmista começou a pensar realmente que não adiantava levar uma vida reta. Ao passo que os iníquos gozavam de prosperidade, ele era constantemente afligido. Achava que Deus o corrigia e repreendia cada manhã.




15 Se eu tivesse dito: "Vou contar uma história tal como esta", Eis que contra a geração dos teus filhos Eu teria agido traiçoeiramente.-(72:15)16 E eu [o] estive considerando para saber isso;Foi uma desgraça aos meus olhos,


Todavia, Asafe deu-se conta de que era errado entregar-se a tais pensamentos. Ele disse: "Se eu me tivesse permitido continuar a falar assim, teria traído a família de Deus. Assim, pus-me a refletir nisso, mas o achei difícil demais para mim." (Sal. 73:15, 16, Nova Bíblia Inglesa) Sim, o salmista reconheceu que, se achasse que era em vão servir a Deus, significaria na realidade ser desleal aos fiéis. Também, entregar-se ele a uma expressão pública de dúvida poderia minar a fé que outros tinham. Embora procurasse endireitar seu modo de pensar, Asafe simplesmente não podia entender como os iníquos conseguiam safar-se com a sua transgressão, ao passo que os justos sofriam.


28 Quanto a mim, porém, chegar-me a Deus é bom para mim. Pus o meu refúgio no Soberano Senhor Jeová, Para declarar todas as tuas obras-(73:28)



Asafe passou a dar-se conta de que a verdadeira justiça é quase que impossível de encontrar sob o domínio imperfeito do homem. (Salmo 146:3, 4; Provérbios 17:23) Assim, em vez de desperdiçar seu tempo, energia e recursos preciosos, na tentativa de acabar com toda a iniqüidade em volta dele, concentrou-se na sua relação com Deus. Asafe declarou: "Quanto a mim, porém, chegar-me a Deus é bom para mim. Pus o meu refúgio no Soberano Senhor Jeová." - Salmo 73:28.


69:4. Para mantermos a paz pode ser sábio às vezes "devolver" por pedir desculpas, mesmo que não achemos que estamos errados.


70:1-5. Quando suplicamos ajuda urgente, Jeová nos ouve. (1 Tessalonicenses 5:17; Tiago 1:13; 2 Pedro 2:9) Deus pode permitir que uma provação continue, mas ele nos dará sabedoria para lidarmos com a situação e forças para suportá-la. Ele não deixará que sejamos tentados além do que podemos agüentar. - 1 Coríntios 10:13; Hebreus 10:36; Tiago 1:5-8.


71:5, 17. Davi desenvolveu coragem e força por confiar em Jeová quando era jovem - mesmo antes de enfrentar o gigante filisteu, Golias. (1 Samuel 17:34-37) Os jovens fazem bem em contar com Jeová para tudo o que realizam.



73:2-5, 18-20, 25, 28. Não devemos invejar a prosperidade dos iníquos e adotar seus modos ímpios. Os iníquos estão num terreno escorregadio. Com certeza 'cairão em ruínas'. Além do mais, visto que o governo humano imperfeito não tem condições de acabar com a perversidade, nossos esforços para eliminá-la seriam inúteis. Como no caso de Asafe, para lidar com a perversidade é sábio 'chegar-se a Deus' e ter prazer numa estreita relação com ele.


73:3, 6, 8, 27. Temos de evitar a jactância, a altivez, a zombaria e a defraudação. Mesmo que adotar tais atitudes possa parecer vantajoso.


73:15-17. Quando estamos confusos no nosso raciocínio, devemos refrear-nos de divulgar nossos pensamentos de perplexidade. Contar "uma história tal como esta" serviria apenas para desencorajar outros. Devemos meditar com calma sobre nossas preocupações e resolvê-las por nos associarmos com os nossos irmãos na fé. - Provérbios 18:1.


73:21-24. Ficar 'amargurado' por causa do aparente bem-estar dos iníquos é comparável a reagir como os animais irracionais. Tal reação é impulsiva, baseada estritamente nas emoções. Em vez disso, devemos nos guiar pelos conselhos de Jeová, com total confiança de que ele 'segurará a nossa mão direita' e nos apoiará. Além disso, Jeová 'nos levará à glória', ou seja, a uma íntima relação com ele.





Quem era Asafe?


Descendente de Levi mediante Gersom. (1Cr 6:39, 43) Durante o reinado do Rei Davi (1077-1038 AEC), Asafe foi nomeado pelos levitas como um dos principais cantores e tocadores de címbalos, acompanhando a Arca à medida que ela era trazida do lar de Obede-Edom para a "Cidade de Davi". (1Cr 15:17, 19, 25-29) Depois disso, Asafe, junto com Hemã e Etã, serviu diante do tabernáculo na regência da música e do canto. (1Cr 6:31-44) Como Hemã e Jedutum (talvez o mesmo que Etã), Asafe é chamado de "visionário" que 'profetizava com a harpa'. - 1Cr 25:1-6; 2Cr 29:30; 35:15.


Os filhos de Asafe continuaram a constituir um grupo especial nos arranjos orquestrais e corais, desempenhando um papel destacado no tempo da inauguração do templo e quando se trouxe a Arca de Sião para o local do templo (2Cr 5:12); no tempo das reformas do Rei Ezequias (2Cr 29:13-15); e no tempo da grande Páscoa celebrada durante o reinado do Rei Josias. (2Cr 35:15, 16) Alguns de seus descendentes também se achavam entre o primeiro grupo que voltou do exílio babilônico para Jerusalém. - Esd 2:1, 41; Ne 7:44.


Os cabeçalhos dos Salmos 50, e de 73 a 83, atribuem estes cânticos a Asafe. Entretanto, parece provável que o nome seja ali usado como se referindo à casa da qual ele era o cabeça paternal, visto que alguns dos salmos (Sal 79, 80) evidentemente descrevem eventos posteriores aos dias de Asafe.

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